quinta-feira, 17 de novembro de 2011


Dez Mandamentos da Serenidade

1- Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este dia, sem querer resolver o problema de minha vida toda de uma vez.

2- Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: Delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar nem disciplinar ninguém a não ser a mim.

3- Só por hoje sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.

4- Só por hoje adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem a todos os meus desejos.

5- Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida de minha alma.

6- Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

7- Só por hoje farei uma coisa de que não gosto, e se for ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

8- Só por hoje far-me-ei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo caso vou fazê-lo. E guardar-me-ei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

9- Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim mesmo como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

10- Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gostar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.


(Beato Papa João XXIII)

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Solenidade de Todos os Santos
(1º de novembro)

...”Céu, lindo céu, é o lugar, onde eu quero viver, pra sempre...”


“Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os bem-aventurados, é denominada ‘o Céu’.
O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva;” segundo o Catecismo da Igreja Católica. O Beato João Paulo II, em 1991, dirigiu-nos estas palavras:

“Hoje, solenidade de Todos os Santos, elevamos o nosso pensamento ao Céu e invocamos com fervor todos aqueles que já goza, no paraíso a eterna felicidade de Deus. São João no livro do Apocalipse afirma ter visto ‘uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de toda nação, raça, povo e língua’ (Apo 7, 9): é esta a imagem celeste da universalidade da Redenção. A visão de São João nos conforta, porque nos faz refletir sobre a infinita Misericórdia do Altíssimo, que preparou para todos os que crêem em Cristo em destino tão inefável.

A liturgia desta Solenidade exprime a suprema certeza da glória eterna, a qual nos foi conquistada por Cristo com Sua Paixão, Morte e ressurreição. Todos aqueles que percorrem a estrada indicada nas bem-aventuranças evangélicas, Deus os chama a uma profunda comunhão consigo. Os santos, de fato, são aqueles que realizaram o programa do discurso da montanha e fizeram-se pobres, humildes, misericordiosos, caridosos, pacientes, puros de coração e operadores de paz por amor do Seu Nome. Assim devemos comportar-nos também nós, se queremos seguir o seu destino de beatitude sem fim.”

Os sofrimentos que vivemos, por mais difíceis que sejam, passam. A felicidade futura, o Céu, é para sempre! Peçamos especialmente neste dia, pela intercessão de Todos os Santos de Deus, que tenhamos um ardente desejo do Céu, e que tudo façamos para alcançá-lo!...
Deus te abençoe!...
Todos os santos de Deus, rogai por nós!

“Penso que os sofrimentos do tempo presente 
não têm proporçãoalguma com a glória futura
 que nos deve ser manifestada.” (Rm 8,18)



Veja mais sobre a Solenidade de Todos os Santos no link:
http://trovatogina.blogspot.com/2010/11/solenidade-de-todos-os-santos-1-de.html

sábado, 22 de outubro de 2011


Beato João Paulo II
(22 de outubro)

 "Não tenhais medo... Abrí, escancarai as portas a Cristo!..."


A Igreja celebra neste sábado, 22 de outubro, a primeira festividade litúrgica do beato João Paulo II, segundo estipulou o Papa Bento XVI em 1º de maio, dia de sua beatificação.

“E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato! João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica.” Quando Bento XVI pronunciou essas palavras, a Praça de São Pedro estremeceu no Domingo da Misericórdia, do ano de 2010, data escolhida para a Beatificação do Papa polonês. Cerca de 1 milhão e meio de peregrinos dirigiram-se a Roma para fazer parte da cerimônia, uma das maiores da história da Igreja.

Karol Wojtyła nasceu em Wadowice na Polônia em 18 de maio de 1920. O papa polonês ficou quase 27 anos à frente da Igreja Católica, o quarto maior pontificado da história. Durante todos esses anos, João Paulo II realizou 102 viagens pelo mundo, publicou 14 encíclicas e recebeu mais de 400 milhões de peregrinos durante audiências e viagens apostólicas. O processo de beatificação do Papa foi aberto um ano após sua morte.

A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Eucaristia. Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Amém.”  (Trecho da homilia do Papa Bento XVI na beatificação de João Paulo II)


Oremos: Ó Deus, rico de misericórdia, que escolhestes o beato João Paulo II para governar a Vossa Igreja como papa, concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiadamente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem. Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.


Que Deus abençoe você e sua família, pela  intercessão do Bem-aventurado João Paulo II ...
Com carinho e orações...
Gina


Fonte: www.cancaonova.com

sábado, 15 de outubro de 2011


Santa Teresa de Jesus
(15 de outubro)

Lembremo-nos sempre do amor de Cristo

Com tão bom amigo presente, com tão esforçado chefe, tudo se pode sofrer. Serve de ajuda e dá reforço; a ninguém falta. É amigo verdadeiro. Sempre tenho visto claramente que, para contentarmos a Deus e para que nos faça ele mercês, quer que seja por intermédio desta humanidade sacratíssima, na qual declarou Sua Majestade ter posto suas complacências. 

É o que muitíssimas vezes e muito bem tenho visto por experiência, e também mo disse o Senhor. Tenho compreendido claramente que por esta porta havemos de entrar, se quisermos que nos mostre grandes segredos a soberana Majestade.De modo que não se queira outro caminho, ainda que se esteja no cume da contemplação. Por aqui se vai seguro. É por meio deste Senhor nosso que nos vêm todos os bens.

Ele ensinará o caminho: contemplemos sua vida, porque não há modelo melhor. O que mais queremos, do que ter a nosso lado tão bom amigo, que não nos deixará nos trabalhos e nas tribulações, como fazem os amigos deste mundo?

Bem-aventurado quem o amar de verdade e sempre o trouxer junto de si. Olhemos o glorioso São Paulo de cujos lábios, por assim dizer, não saía senão o nome de Jesus, tão bem gravado o tinha no coração. Desde que entendi isto, tenho considerado atentamente alguns santos, grandes contemplativos, tais como São Francisco, Santo Antônio de Pádua, São Bernardo, Santa Catarina de Sena. 

Com liberdade havemos de andar neste caminho, entregues às mãos de Deus. Se Sua Majestade quiser elevar- nos à categoria de seus íntimos e confidentes dos seus segredos, vamos de boa vontade. Quando pensarmos em Cristo, sempre nos lembremos do amor com que nos concedeu tantas graças e da grande ternura que nos testemunhou em nos dar tal penhor do muito que nos ama, pois amor pede amor.

Procuremos sempre ir considerando estas verdades e estimulando-nos a amar. Porque, uma vez que nos conceda o Senhor a graça de que este amor nos seja impresso no coração, tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa e com pouco trabalho.


Das Obras de Santa Teresa de Jesus   (Séc. XVI)
Liturgia das Horas


quarta-feira, 12 de outubro de 2011



 Consagração a Nossa Senhora Aparecida

Ó Maria Santíssima, que em vossa imagem querida de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios da vossa misericórdia,

prostrado a vossos pés, consagro-vos o entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a língua para que sempre vos louve e propague vossa devoção; consagro-vos o coração para que depois de Deus vos ame sobre todas as coisas.

Recebei-nos, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas, acolhei-nos debaixo de vossa proteção; socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e temporais, e sobretudo na hora de nossa morte.

Abençoai-nos, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-nos em nossa fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possamos louvar-vos, amar-vos e render-vos graças no céu, por toda a eternidade. Assim seja!



terça-feira, 4 de outubro de 2011


Oração de São Francisco


Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz!

Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém.


São Francisco de Assis
(4 de outubro)

Devemos ser simples, humildes e puros

O Pai Altíssimo anunciou a vinda do céu do tão digno, tão santo e glorioso Verbo do Pai, através de seu santo, Gabriel, à santa e gloriosa Virgem Maria, em cujo seio recebeu a verdadeira carne de nossa humanidade e fragilidade. Ele quis, no entanto, sendo incomparavelmente mais rico, escolher a pobreza junto com a sua santíssima mãe.

Nas vésperas de sua paixão, celebrou a Páscoa com os discípulos. Depois, orou ao Pai dizendo: Pai, se for possível, afaste-se de mim este cálice (Mt 26,39). Pôs, contudo, sua vontade na vontade do Pai. E a vontade do Pai era que seu Filho bendito e glorioso, dado a nós e nascido para nós, se oferecesse em sacrifício e vítima no altar da cruz, pelo seu próprio sangue. Sacrifício não para si, por quem tudo foi feito, mas por nossos pecados, deixando-nos o exemplo para lhe seguirmos as pegadas (cf. 1Pd 2,21).

 E quer que todos nos salvemos por ele e o acolhamos com coração puro e corpo casto. Ó como são felizes e benditos aqueles que amam o Senhor e fazem o que o mesmo Senhor diz no evangelho: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e ao próximo como a ti mesmo! (Lc 10,27). Amemos, portanto, a Deus e adoremo-lo com coração puro e mente pura porque, acima de tudo, disto está ele à procura e diz: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade (Jo 4,23).

É necessário que todos que o adoram, o adorem no espírito da verdade. E dia e noite elevemos para ele louvores e orações, dizendo: Pai nosso que estás nos céus (Mt 6,9); porque é preciso orar sempre e não desfalecer (cf. Lc 18,1). Além disto, produzamos dignos frutos de penitência (cf. Mt 3,8). E amemos os próximos como a nós mesmos. Tenhamos caridade e humildade e façamos esmolas, já que estas lavam as almas das nódoas dos pecados.

 Os homens perdem tudo o que deixam neste mundo. Levam consigo somente a paga da caridade e as esmolas que fizeram: delas receberão do Senhor o prêmio e a justa recompensa. Não nos convém sermos sábios e prudentes segundo a carne, mas temos antes de ser simples, humildes e puros. Jamais desejemos ficar acima dos outros, mas prefiramos ser servos e submissos a toda criatura humana, por causa de Deus.

Sobre todos os que assim agirem e perseverarem até o fim repousará o Espírito do Senhor e fará neles sua casa e mansão. Serão filhos do Pai celeste, pois fazem suas obras, e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo.


Da Carta a todos os fiéis, de São Francisco de Assis (Séc.XIII)
Liturgia das Horas