quinta-feira, 1 de setembro de 2011



O cesto e a água

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Bíblia se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto sujo, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta.Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada. O mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo.
Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias.
Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.
O mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa na verdade, é que através deste processo a sua mente e a sua vida ficam limpos diante de Deus.



A Palavra de Deus nos cura e liberta!...
 Faça a experiência e se deixe tocar por Deus através de Sua Palavra!..
Deus te abençoe e te ajude nesse propósito...
Com carinho e orações...
Gina

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quaresma em honra a
 São Miguel Arcanjo

Início da quaresma: 15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora) a 29 de setembro (Festa de São Miguel)

(Quem ainda não começou a quaresma de São Miguel Arcanjo, poderá começá-la no próximo dia 21, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, que no Brasil, é transferida para o domingo)

Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou estampa.
Todos os dias:

• Acender uma vela abençoada
• Oferecer uma penitência
• Fazer o sinal da cruz
• Rezar a oração inicial.
• Rezar a ladainha de São Miguel

Oração inicial: São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno satanás e todos os  espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus, tende piedade de nós! (3x)

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo atendei-nos.
Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, mensageiro da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas do purgatório, vós a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, rogai por nós.
São Miguel, nosso príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Oremos: Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova, e concedei-nos pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.


Devocionário a São Miguel Arcanjo
Ed. Canção Nova

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Santo Afonso Maria de Ligório
(1º de agosto)

Nasceu em Nápoles em 1696; obteve o doutorado em Direito civil e eclesiástico, recebeu a ordenação sacerdotal e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. Com a finalidade de incrementar a vida cristã entre o povo, dedicou-se à pregação e escreveu vários livros, sobretudo de teologia moral, matéria na qual é considerado insigne mestre. Foi eleito bispo de Sant’Agata dei Goti, mas renunciou ao cargo pouco depois e morreu junto dos seus,em Nocera dei Pagani, na Campânia em 1787.

Sobre o amor a Jesus Cristo

Toda santidade e perfeição consiste no amor a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso sumo bem e nosso redentor. É a caridade que une e conserva todas as virtudes que tornam o homem perfeito. Será que Deus não merece todo o nosso amor?

Ele nos amou desde toda a eternidade. “Lembra-te, ó homem, – assim nos fala – que fui eu o primeiro a te amar. Tu ainda não estavas no mundo, o mundo nem mesmo existia, e eu já te amava. Desde que sou Deus, eu te amo”. Deus, sabendo que o homem se deixa cativar com os benefícios, quis atraí-lo ao seu amor por meio de seus dons.

Eis por que disse: “Quero atrair os homens ao meu amor com os mesmos laços com que eles se deixam prender, isto é, com os laços do amor”. Tais precisamente têm sido todos os dons feitos por Deus ao homem.

Deu-lhe uma alma dotada, à sua imagem, de memória, inteligência e vontade; deu-lhe um corpo provido de sentidos; para ele criou também o céu e a terra com toda a multidão de seres; por amor do homem criou tudo isso, para que todas as criaturas servissem ao homem e o homem, em agradecimento por tantos benefícios, o amasse.

Mas Deus não se contentou em dar-nos tão belas criaturas. Para conquistar todo o nosso amor, foi ao ponto de dar-se a si mesmo totalmente a nós. O Pai eterno chegou ao extremo de nos dar seu único Filho.

Vendo-nos a todos mortos pelo pecado e privados de sua graça, que fez ele? Movido pelo imenso, ou melhor – como diz o Apóstolo – pelo seu demasiado amor, enviou seu amado Filho, para nos justificar e nos restituir a vida que havíamos perdido pelo pecado.

Ao dar-nos o Filho, a quem não poupou para nos poupar, deu-nos com ele todos os bens: a graça, a caridade e o paraíso. E porque todos estes bens são certamente menores do que o Filho, Deus, que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? (Rm 8,32).



Das Obras de Santo Afonso Maria de Ligório, bispo (Séc.XVII)
Liturgia das Horas

segunda-feira, 25 de julho de 2011

São Tiago, apóstolo
(25 de julho)
Participantes da paixão de Cristo

Os filhos de Zebedeu pedem a Cristo: Deixa-nos sentar um à tua direita e outro, à tua esquerda (Mc 10,37). Que resposta lhes dá o Senhor? Para mostrar que no seu pedido nada havia de espiritual, e se soubessem o que pediam não teriam ousado fazê-lo, diz: Não sabeis o que estais pedindo (Mt 20,22), isto é, não sabeis como é grande, admirável e superior aos próprios poderes celestes aquilo que pedis.

Depois acrescenta: Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? (Mt 20,22). É como se lhes dissesse: “Vós me falais de honras e de coroas; eu, porém, de combates e de suores. Não é este o tempo das recompensas, nem é agora que minha glória há de se manifestar. Mas a vida presente é de morte violenta, de guerra e de perigos”.

 Reparai como o Senhor os atrai e exorta, pelo modo de interrogar. Não perguntou: “Podeis suportar os suplícios? podeis derramar vosso sangue? Mas indagou: Por acaso podeis beber o cálice? E para os estimular, ainda acrescentou: que eu vou beber? Assim falava para que, em união com ele, se tornassem mais decididos.

Chama sua paixão de batismo, para dar a entender que os sofrimentos haviam de trazer uma grande purificação para o mundo inteiro. Então os dois discípulos lhe disseram: Podemos (Mt 20,22). Prometem imediatamente, cheios de fervor, sem perceber o alcance do que dizem, mas com a esperança de obter o que pediam.

Que afirma o Senhor? De fato, vós bebereis do meu cálice (Mt 20,23), e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado (Mc 10,39). Grandes são os bens que lhes anuncia, a saber: “Sereis dignos de receber o martírio e sofrereis comigo; terminareis a vida com morte violenta e assim participareis da minha paixão”. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou (Mt 20,23).

Somente depois de lhes ter levantado os ânimos e de tê-los tornado capazes de superar a tristeza é que corrigiu o pedido que fizeram. Então os outros dez discípulos ficaram irritados contra os dois irmãos (Mt 20,24). Vedes como todos eles eram imperfeitos, tanto os que tentavam ficar acima dos outros, como os dez que tinham inveja dos dois? Mas, como já tive ocasião de dizer, observai- os mais tarde e vereis como estão livres de todos esses sentimentos.

Prestai atenção como o mesmo apóstolo João, que se adianta agora por este motivo, cederá sempre o primeiro lugar a Pedro, quer para usar da palavra,quer para fazer milagres, conforme se lê nos Atos dos Apóstolos. Tiago, porém, não viveu muito mais tempo. Desde o princípio, pondo de parte toda aspiração humana, elevou-se a tão grande santidade que  bem depressa recebeu a coroa do martírio.



São João Crisóstomo, bispo (Séc.IV)
Liturgia das Horas

domingo, 10 de julho de 2011


São Bento
(11 de julho)
Nada absolutamente prefiram a Cristo

Antes de tudo, quando quiseres realizar algo de bom, pede a Deus com oração muito insistente que seja plenamente realizado por ele. Pois já tendo se dignado contar-nos entre o número de seus filhos, que ele nunca venha a entristecer-se por causa de nossas
más ações.

Assim, devemos em todo tempo pôr a seu serviço os bens que nos concedeu,para não acontecer que, como pai irado, venha a deserdar seus filhos; ou também, qual Senhor temível, irritado com os nossos pecados nos entregue ao castigo eterno, como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória. Levantemo-nos, enfim, pois a Escritura nos desperta dizendo: Já é hora de levantarmos do sono (cf. Rm 13,11).

Com os olhos abertos para a luz deífica e os ouvidos atentos, ouçamos a exortação que a voz divina nos dirige todos os dias: Oxalá, ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações (Sl 94,8); e ainda: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas (Ap 2,7).E o que diz ele? Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor (Sl 33,12).

Correi, enquanto tendes a luz da vida, para que as trevas não vos alcancem (cf. Jo 12,35). Procurando o Senhor o seu operário na multidão do povo ao qual dirige estas palavras, diz ainda: Qual o homem que não ama sua vida, procurando ser feliz todos os dias? (Sl 33,13). E se tu, ao ouvires este convite, responderes: Eu, dir-te-á Deus: Se queres possuir a verdadeira e perpétua vida, afasta a tua língua da maldade, e teus lábios, de palavras mentirosas.

Evita o mal e faze o bem, procura a paz e vai com ela em seu caminho (Sl 33,14-15). E quando fizeres isto, então meus olhos estarão sobre ti e meus ouvidos atentos às tuas preces; e antes mesmo que me invoques, eu te direi: Eis-me aqui (Is 58,9). Que há de mais doce para nós, caríssimos irmãos, do que esta voz do Senhor que nos convida?

 Vede como o Senhor, na sua bondade, nos mostra o caminho da vida! Cingidos, pois, os nossos rins com a fé e a prática das boas ações, guiados pelo evangelho, trilhemos os seus caminhos, a fim de merecermos ver aquele que nos chama a seu reino (cf. 1Ts 2,12). Se queremos habitar na tenda real do acampamento desse reino, é preciso correr pelo caminho das boas ações; de outra forma, nunca chegaremos lá.

Assim como há um zelo mau de amargura, que afasta de Deus e conduz ao inferno, assim também há um zelo bom, que separa dos vícios e conduz a Deus. É este zelo que os monges devem pôr em prática com amor ferventíssimo, isto é, antecipem-se uns aos outros em atenções recíprocas (cf. Rm 12,10).

Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que o é para o outro; ponham em ação castamente a caridade fraterna; temam a Deus com amor; amem o seu abade com sincera e humilde caridade; nada absolutamente prefiram a Cristo; e que ele nos conduza todos juntos para a vida eterna.


Da Regra de São Bento, abade  (Séc.VI)
(Prologus, 4-22;cap.72,1-12:CSEL75,2-5.162-163)
Liturgia das Horas


Um pouco mais sobre a vida de São Bento e a medalha,  veja no link: http://trovatogina.blogspot.com/2010/07/sao-bento-11-de-julho-sao-bento-nasceu.html




quinta-feira, 23 de junho de 2011


Ó precioso e admirável banquete!

O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da sua divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses. Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação.

 Seu Corpo, por exemplo, Ele O ofereceu a Deus Pai como sacrifício no altar da Cruz, para nossa reconciliação; seu Sangue, Ele O derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.  Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, Ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o Seu corpo como alimento e o Seu Sangue como bebida.

Ó precioso e admirável banquete, fonte de salvação e repleto de toda suavidade! Que há de mais precioso que este banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que se nos dá em alimento. Poderia haver algo de mais admirável que este alimento?

De fato, nenhum outro sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

 Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável amor que Cristo demonstrou para conosco em sua Paixão.

 Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai. 

A Eucaristia é o memorial perene da sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança  e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que Ele deixou para os que se entristecem com sua ausência.


Das Obras de Santo Tomás de Aquino, presbítero
(Opusculum 57, In festo Corporis Christi, lect. 1-4)  (Séc.XIII)
Liturgia das Horas

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos
(sábado depois da Ascensão)

...Perseveravam unanimemente na oração,juntamente
com as mulheres, entre elas,
 Maria, mãe de Jesus... (At 1,14)


No cenáculo, entre aqueles que esperavam a vinda do Poder do Altíssimo, Maria é citada, não em primeiro lugar, que é dos apóstolos, mas entre as mulheres que tinham fielmente seguido Jesus. No meio do povo, não entre os dirigentes.

A Anunciação tinha sido para Maria seu Pentecostes particular: já então o Espírito Santo descera sobre ela e o poder do Altíssimo a cobrira com sua sombra (Lc 1, 35). Tudo isto, porém, permanecia escondido aos olhos do mundo e só em Pentecostes será manifestado claramente. Nossa Senhora faz parte daquela Igreja orante que se prepara para a sua missão, participando da oração comum com seu título único de Mãe e Discípula do Senhor. Ser discípulo significa ser fiel a Jesus.

Ora, escutar a palavra de Deus e pô-la em prática é justamente o que Maria fez (Lc 11, 27-28).Desse acolhimento fiel da palavra de Deus, Maria é o modelo mais elevado, que a Igreja medita e imita.

Rodeada de discípulos que não tinham compreendido Jesus, que se reuniam com medo e mal sabiam como e por que rezar, sua atitude para com eles só pode ter sido de amor maternal e ternura, uma irradiação do Espírito sem sermões e exigências. Sabia como ministrar-lhes do modo mais amoroso e gentil. Sabia, acima de tudo, esperar o momento da graça de Deus, que podia ser apressado não pela impaciência, mas pela oração, o amor e a presença.

É lá que vem o Espírito, ao fim de longa oração. Maria vai receber uma nova efusão do Espírito, pois não há somente um Pentecostes. O Pentecostes se renova.

Maria teve um Pentecostes na Anunciação, que foi o Pentecostes da geração do Corpo físico de Cristo; e ainda o Pentecostes com os apóstolos, que foi o Pentecostes da geração do Corpo Místico do Cristo. Houve nova efusão depois da perseguição dos apóstolos (At 4, 31).

E nós todos somos chamados a ir de efusão do Espírito em efusão do Espírito, se estivermos disponíveis para novos Pentecostes.

Oremos: “Ó Deus, que enviastes o Espírito Santo aos vossos apóstolos enquanto rezavam em companhia de Maria, Mãe de Jesus, concedei-nos, por intercessão dela, a graça de Vos servir fielmente e difundir, com a palavra e o exemplo, a glória do Vosso Nome por Cristo, Nosso Senhor”


Nossa Senhora  Rainha dos Apóstolos, dai-nos um novo Pentecostes!


Fonte: Maria e Nós, Dom Cipriano Chagas, OSB  - ELD
Fome e Sede de Deus (São Vicente Pallotti) Pe. Josef  Danko SAC



Veja também  o  artigo "Chegando o dia de Pentecostes..." nesse link: http://trovatogina.blogspot.com/2010/05/com-maria-no-cenaculo_22.html